Sociedade civil e imprensa são essenciais para crise da água

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Para solucionar um problema que atravessa décadas, os empresários do Sul da Bahia mobilizaram representantes da sociedade civil organizada e da imprensa local, que debateram a grave crise da gestão da água e do tratamento de esgoto em Itabuna.

Durante o encontro, que aconteceu na última quinta-feira, 30, o presidente do Sul da Bahia em Ação, Élio Nascimento, reafirmou o compromisso do empresariado sul-baiano na solução desse gargalo, mas ressaltou que a sociedade civil e os órgãos de imprensa devem, também, fazer parte nas discussões.

Para isso, estamos realizando uma série de reuniões com diversos setores da sociedade, com o objetivo de muni-los com informações, para que, todos unidos possamos buscar uma solução definitiva para a água e o esgoto em Itabuna. Nesse sentido, a imprensa tem um papel importante na busca de alternativas para a crise que vivemos”, defendeu.

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna – ACI, Ronaldo Abude, a solução é defender a continuidade do processo para concessão dos serviços de saneamento básico, que, atualmente, é gerenciada pela Empresa Municipal de Águas de Saneamento – Emasa.

A defesa do empresário tem como base dados oficiais apresentados pelo Sul da Bahia em Ação que mostram que a autarquia não tem capacidade técnica e financeira para continuar o gerenciamento dos serviços.

De acordo com os dados apresentados pela organização, e disponibilizados pela própria Emasa, cerca de 50 a 60 % da captação de água é perdida. Além disso, o sistema de distribuição é obsoleto e os gastos com energia são elevados.

Os números revelam ainda que o índice de captação e tratamento de esgoto domiciliar é muito baixo, menos de 15 %, e que a dívida da empresa chega a R$ 80 milhões.

Depois de tomar conhecimento das informações, o radialista, Orlando Cardoso, defendeu a iniciativa dos empresários, e classificou a ação como uma oportunidade de despertamento da sociedade.

“Eu sou a favor de que tenhamos água, e não acredito que a Emasa tenha capacidade para resolver o problema sozinha. A sociedade organizada está voltando a se movimentar e isso só tende a somar em favor de Itabuna”, declarou Orlando.

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